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Há pouco quem troque a Liberdade pela servidão.


Como se não bastasse o triste espetáculo que os Sindicatos presentes na última reunião com o Presidente do Conselho de Administração da Groundforce, que numa atitude intimidatória profere o mais baixo ataque à liberdade sindical de que há memória, insinuando e acusando de anarca, entre outros impropérios, o STTAMP, que, desde sempre, assumiu uma postura construtiva dentro desta empresa, com provas dadas e reconhecidas pelos nossos associados, assistimos hoje, por via de noticias na comunicação social e pelo envio de uma comunicação aos trabalhadores a mais um fait diver, digno das melhores performances cinematográficas.

Como sabemos em Portugal padece-se de um problema crónico e transversal que é a síndrome da memória curta, e porque, felizmente, não sofremos desse mal vamos avivar essa memória que, aos dias de hoje, parece um pouco ofuscada.

Desde Fevereiro, altura da primeira aparição de tão ilustre personagem, um ano após o início da crise pandémica, que Alfredo Casimiro tem, dia após dia, perdido a pouca credibilidade que lhe resta junto dos trabalhadores, criando manobras de diversão sustentadas por mentiras deliberadas, enganos compulsivos, falsas tentativas de vitimização, tentando iludir os trabalhadores, as organizações representativas destes, a TAP e a própria tutela, com a qual abriu, em determinado momento, uma insanável guerra institucional, fruto das constantes manobras de diversão com que foi iludindo toda a gente.

Quando em Fevereiro não foram pagos os salários, Alfredo Casimiro, decide informar o Governo que está disposto a proceder à entrega das acções que detém na Groundforce, como garantia, para que pudesse continuar a ser injectado o capital suficiente com vista ao pagamento dos salários, que já faltavam nas contas dos 2400 trabalhadores.

No momento em que se passa a vias de facto com o intuito de proceder à entrega das referidas acções, o que é que acontece? Descobre-se que afinal essas acções não podiam ser entregues como garantia uma vez que as mesmas já se encontravam penhoradas por um alegado empréstimo concedido pelo Montepio ao “empresário”. Começa-se aqui a perceber que estávamos na presença de alguém que pretendia ludibriar todo o sistema passando atestados de parvoíce a todos os que o rodeavam.

Na sequência desta falta de carácter, Alfredo Casimiro acusa o Governo de tentativa de ingerência na empresa, criando uma ideia de que existia uma agenda obscura e ideológica com o único objectivo de o afastar da empresa, que, convenhamos recordar, a recebeu de mão beijada sem que um único euro do seu bolso lá tivesse metido!

Sem alternativas credíveis, sem acesso ao empréstimo de cerca de 30 milhões de euros, por não apresentar suficiente sustentabilidade que garantisse o pagamento desse mesmo empréstimo, começa a preparar mais uma manobra, que passaria por uma revisão, sob forma de corte profundo nas remunerações e direitos futuros dos trabalhadores, ou seja, a garantia de pagamento do empréstimo seriam os salários dos trabalhadores numa espécie de hipoteca colectiva, em sede de Acordo de Empresa.

Estando fora de questão essa hipótese prontamente rejeitada pelo STTAMP, ainda que, em determinado momento, estivesse a ser apadrinhada e até sugerida, por alguém que, em primeira instância, deveria estar a defender os direitos dos trabalhadores. Também aqui convém recordar um famoso áudio que circulou em roda livre pelos vários grupos sociais e que publicamente fizemos questão de repudiar.

Cedo se verificou que seria impraticável, pelo menos nos moldes e no momento em que a mesma se propunha.

Com a empresa a entrar novamente em risco de incumprimento, por falta de pagamento dos salários e dos impostos, que agravaria ainda mais a situação, uma vez que poderiam ser comprometidos, senão mesmo suspensos os apoios concedidos pelo Estado Português no âmbito do quadro da pandemia, começa-se a perspectivar uma última hipótese, a venda dos equipamentos da Groundforce à TAP, de modo a que esta pudesse aprovisionar o dinheiro necessário para os pagamentos de salários, impostos e outras despesas emergentes.

Desenhadas as condições do contrato de cedência dos equipamentos e a consequente injecção do capital que vem garantir o pagamento dos salários do mês de Março e (talvez) Abril, Alfredo Casimiro, em mais uma surpreendente actuação, afasta o, à altura, CEO da empresa – Paulo Neto Leite - e assume de imediato as rédeas da empresa, marcando uma posição de força e prepotência, claramente em linha da velha e bafienta retórica, do “quero, posso e mando” e “daqui não saio, daqui ninguém me tira”.

Eis que chegados a finais de Abril, e subitamente, sem que nada o fizesse prever, garantidos que estavam o pagamento dos salários de Abril, Alfredo Casimiro, apresenta mais um plano mirabolante de fuga para a frente, alegando supostas ilegalidades com vista a uma hipotética declaração de nulidade do contrato dos equipamentos cedidos à TAP. Qual o espanto, quando alguém decide denunciar o contrato depois de ter recebido a contrapartida!!!

Em noticias publicadas ontem, Alfredo Casimiro, sem nenhuma base que sustente esse cenário informa que já estão garantidos os salários de Maio, e que, em Junho, a Groundforce estará a contratar novos trabalhadores, isto no mesmo dia em são comunicados aos Sindicatos os esquemas de redução horária, no âmbito dos apoios à retoma, com fortes e continuadas implicações nas remunerações dos actuais trabalhadores ao activo, e numa altura em que os trabalhadores são já credores de remunerações vencidas que já deviam ter sido pagas e não foram (subsídios de férias, evoluções nas carreiras, anuidades e prémio de distribuição de lucros referentes a 2019)

Não sabemos de onde terá aparecido o dinheiro necessário para o cenário hoje apresentado, preferíamos estar enganados conferindo assim veracidade a este cenário, mas teremos a paciência de esperar para ver.

Na comunicação enviada hoje aos trabalhadores, e numa clara tentativa de manipulação em que se acha exímio, Alfredo Casimiro, dando seguimento ao ataque e tentativa fútil de intimidação e humilhação do STTAMP e dos seus associados, refere-se a nós como um Sindicato regional, mas, ainda assim, o segundo maior Sindicato na empresa, porém deverá Alfredo Casimiro saber que somos ORGULHOSAMENTE regionais, acérrimos defensores das gentes e da região Norte, mas que para infortúnio de Alfredo Casimiro, o nosso âmbito é, desde Agosto de 2020, de nível nacional, dando resposta a muitos trabalhadores, também da Groundforce, mas não só, que desde há muito reconhecem no STTAMP mérito, seriedade e empenho, e que, pelas várias solicitações nos vimos motivados em proceder ao alargamento do nosso âmbito, pelo que aqui deixamos desde já um repto, às muitas centenas de trabalhadores que nos acompanham, mesmo não sendo associados, que este é momento certo para o fazerem e para juntarem a vossa revolta à nossa voz, porque a nós jamais nos vergarão com ameaças ou acordos para asfixiar mais os trabalhadores, para isso basta irem ao site www.sttamp.org e se filiarem através da ficha própria para o efeito que se encontra na nossa página.

Alfredo Casimiro pode fazer os processos disciplinares que entender, encetar perseguições a dirigentes ou delegados do STTAMP, pode ameaçar, injuriar atacar como muito bem entender o STTAMP. Será sempre preciso muito mais que um segurança armado à porta da sala das reuniões para nos intimidar.

Poucos serão neste momento os trabalhadores que o apoiam, e menos serão certamente os que não sentem vergonha alheia pela sua ainda presença à frente da empresa, mas, garantidamente que TODOS esperam acordar deste pesadelo rapidamente.

Terminando, esta missiva que já vai longa, mas pelo menos sem erros ortográficos, tornamos pública a nossa posição relativa às suas pretensões de se capitalizar às custas dos trabalhadores.

Deixamos ainda uma mensagem a Alfredo Casimiro, parafraseando um dos nossos nomes maiores da literatura Portuguesa, Almeida Garrett

“Se na nossa cidade há muito quem troque o b por v , há pouco quem troque a Liberdade pela servidão.”


STTAMP. Mais perto de quem trabalha!

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