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...afinal o Verão já acabou!?

05.05.2017

STTAMP

Esta tem sido a expressão sarcástica por nós utilizada no dia-a-dia, apenas para conseguirmos com um sorriso suportar o nosso próprio declínio ao nível do planeamento e gestão de recursos humanos, cada vez mais evidente desde o início do verão IATA.

Mais uma vez seria cómico se não fosse trágico o facto de, numa altura em que ainda nem sequer estamos perto do pico de tráfego que tradicionalmente observamos nos meses da estação estival, estarmos já absolutamente dependentes de trabalho extraordinário para fazer face às necessidades de pessoal para executar as tarefas operacionais quotidianas.

Avolumam-se as situações de trabalho sem intervalo de refeição, as constantes alterações de horários, a gritante falta de equipamentos de assistência capazes de sustentar o regime intensivo que praticamos...e ainda estamos em Maio!

 

Para rechear este bolo, e após ter sido pedido aos OAE's a tempo parcial que passassem a praticar durante o Verão um regime de "6 horas", é publicado um horário que restringe a sua amplitude horária apenas até às 20:00h, com a perda de remuneração de subsídio de turno que está inerente; de seguida, é-lhes pedido que prestem trabalho extraordinário em prolongamento, para além dessa hora! Sem qualificação.

A tensão vai-se instalando rapidamente nas relações laborais diárias, a par do cansaço físico e mental acumulado, prejudicando significativamente os níveis motivacionais dos trabalhadores, e por conseguinte os níveis de produtividade.

 

Num momento em que todas as previsões de crescimento de movimento de passageiros, dadas tanto pelos relatórios da IATA como pelas próprias companhias, apontam para um aumento muito significativo no número de movimentos nos aeroportos nacionais, num momento em que temos já conhecimento pelos compromissos assumidos com as companhias cliente do aumento exponencial de frequências, não podemos deixar de constatar que, no terreno, não estamos correctamente apetrechados para enfrentar os desafios que se avizinham.

A exemplo do descalabro que foi a operação de verão em 2016, não podem a administração e a direcção local adoptar a mesma postura reactiva, sobrecarregando para lá do limite os trabalhadores da escala do Porto, esperando que dos céus venha a tão preciosa ajuda que, como por magia, irá fazer com que tudo corra bem...

 

No topo do mesmo bolo, foi recentemente colocada a cereja da mobilidade entre escalas, melhor dizendo, do Porto para Lisboa, pasme-se! Segundo informação que apurámos junto de trabalhadores já abordados, informação essa que confirmámos, estão os mesmos a ser contactados no sentido de aceitarem deslocações em serviço temporárias para a escala de Lisboa... É o êxtase da tragicomédia, quando se propõe retirar a alguém algo que não tem para dispensar, precisamente e imediatamente após se verificar essa realidade.

 

Esperamos sinceramente que quem nesta empresa tem poder de decidir, possa colocá-la em ordem, sob pena de cairmos no ridículo de nos colocarmos a nós próprios numa situação pior do que a que já nos encontramos.

 

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