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A ostracização das Organizações Representativas dos Trabalhadores e a degradação das relações de trabalho

23.03.2017

STTAMP

Uma observação interna e atenta do tecido empresarial do nosso país, particularmente no que concerne à relação trabalhador/empregador, faz facilmente sobressair a tendência, por parte de uma classe gestora predominante, para a ostracização das organizações representativas dos trabalhadores, enquanto promotores e defensores dos seus direitos, liberdades e garantias.

É motivo de preocupação para o STTAMP, e para os trabalhadores dos transportes da área metropolitana do Porto em geral, a frequência com que testemunhamos o entrincheiramento das partes e o extremar de posições, claramente provocados pelo tratamento paternalista e diminuidor dado às ORT's pelas administrações das empresas, que de forma recorrente desvalorizam as visões e posições destas organizações, que constituem a compilação das consciências individuais dos trabalhadores, assim como a expressão mais básica das suas preocupações.

Ao adoptarem este comportamento, as administrações ignoram propositadamente ou por mediocridade a dialéctica que está na origem de toda a evolução, desde o início dos tempos.

Ao desvalorizarem o debate de posições contrárias, demonstram ostensivamente a ignorância primária acerca do facto de que o contraditório está no centro do processo evolutivo, continuando a perseguir a teoria errada da obtenção de resultados imediatos ou de curto prazo, os quais acabam por sucumbir à falta de sustentabilidade social e técnica.

 

A realidade da Groundforce não é diferente deste cenário que acabámos de descrever.

De princípio, desde o tratamento discriminatório em vários âmbitos dado aos trabalhadores com vínculos laborais mais precários, passando pelas reacções negativas do lado da gestão ao cumprimento da Regulamentação Colectiva (A.E.) quando de trata de defender os benefícios e direitos dos trabalhadores, a actuação de "braço de ferro" constante por parte de quem detém o poder de decidir, sobre a gestão operacional quotidiana ou sobre questões mais estruturais ou de fundo, produzem inequivocamente, a longo prazo, o efeito contrário ao desejado, provocando do lado do trabalhador a vontade legítima de retaliação em relação à empresa, pela recorrente vilipendiação dos seus direitos ao longo do tempo, quando finalmente se encontram numa posição mais segura.

No momento favorável em termos comerciais que a indústria da aviação civil atravessa, de aumento significativo e continuado de índices de transporte de passageiros, é imperativa uma actuação competente na gestão de recursos humanos e de equipamentos, não só previamente mas também no decorrer de um Verão IATA que sabemos já há algum tempo, irá colocar sérios desafios aos que, na nossa empresa, têm a obrigação de antever e colmatar as necessidades operacionais.

Paralelamente e na altura de ocuparmos novas funções, segundo o disposto no Acordo de Empresa para preenchimento de vagas, temos a oportunidade de fazer desta empresa uma organização mais justa, mais equilibrada no que diz respeito ao balanceamento entre as necessidades dos trabalhadores e as da empresa, e por conseguinte, mais saudável.

 

Não se esqueçam de onde vieram e se estarão à altura de gerir os vossos pares de forma competente e humana.

Não se deixem capitular pelo síndrome do "soldadinho", não cedam à manipulação perpetrada por quem não tem escrúpulos, não percam o vosso carácter e identidade junto dos vossos semelhantes.

Esta empresa somos nós como um todo; nós, os seus trabalhadores, representamos o seu futuro.

Não esqueçam jamais: mandar, nem que seja aos trambolhões, qualquer um consegue; já liderar, é só para quem está perfeitamente consciente de que essa mesma liderança se constrói de baixo para cima, assentando em pilares de confiança e reconhecimento que não se adquirem por decreto, tendo sempre em grande conta os anseios daqueles cujos destinos temos nas mãos, e não o contrário...

 

STTAMP - Mais perto de quem trabalha.

A Direção

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